No último vídeo do TechiDeia, falei um pouco sobre as modalidades do Ensino Híbrido. Acho muito importante, nós professores conhecermos do que se trata e o quanto podemos inserir dessas metodologias na nossa realidade educacional.
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No vídeo falo que há modalidades que são mais disruptivas (que promovem uma quebra mais acentuada nas práticas seculares da escola) e outras mais sustentáveis (mais próximas das nossas realidades). Todas elas exigem mudanças na escola, no papel do professor e também no do aluno.
Como falei neste e em outros vídeos, a aprendizagem no ensino híbrido está centrada no estudante. E só por ai, é necessário criar uma cultura na qual nossos alunos tomem para si, estudar, questionar e ser mais protagonistas e menos passivos.
Entre os modelos mais disruptivos temos o Flex, o a La Carte e o Virtual Enriquecido. Não questiono a eficácia de nenhum deles, mas acredito que sejam mais interessantes para o Ensino Superior, na forma de Pós-graduações Lato Sensu, por exemplo. Isso porque o estudante, na maioria das vezes, já trabalha e estas modalidades são mais focadas no ambiente virtual.
Entre os modelos sustentáveis encontram-se o Modelo de Rotação, que tem seus subtipos.
Rotação por Estações
Nesse modelo, o professor pensa em diversas atividades que serão alocadas em estações de trabalho, nas quais os alunos podem passar em pequenos grupos. Essas atividades devem ser relacionadas com o conteúdo trabalhado mas são independentes. Cito como exemplo uma atividade desenvolvida com professores em um Colégio Estadual, no ano de 2016. O objetivo era que todos os grupos deveriam desenvolver como produtos finais: um site, um jornal escolar (digital ou não) e um curta-metragem. As estações foram divididas entre estes três produtos e as equipes se dividiram. A primeira tarefa em todas as estações era roteirizar o produto. Depois, as equipes rotacionavam, quem estava na estação site ia para jornal, a do jornal para o curta-metragem e os desta última iam para a estação site. Pegavam o que a equipe anterior elaborou e realizavam o previamente roteirizado. Novamente rotacionavam para fazer a pós produção. Neste exemplo, todas as equipes tiveram contato com todos os produtos, participando ativamente de parte da sua construção e publicação.
Laboratório Rotacional
Neste modelo, há rotação das equipes nos espaços escolares, por exemplo laboratório de informática, sala de aula, laboratório de ciências, pátio, biblioteca, etc...Há a necessidade de maturidade dos alunos, para de fato realizarem as atividades propostas sem a presença e controle permanente de um professor. Não podemos estar em mais de um lugar ao mesmo tempo... e em nossas realidades é difícil disponibilizar um ou mais profissionais para uma só atividade como essa. É claro que tendo planejamento integrado de ações esse modelo se torna mais sustentável.
O terceiro modelo é a Rotação Individual, com um grau de personalização e individualização muito maior, e por isso mesmo, mais disruptivo.
Talvez seja um modelo adequado quando se tem que enriquecer o currículo de alunos com altas habilidades ou aqueles que estão em atendimento hospitalar. Nesse modelo é feita uma série de atividades, como uma lista e o aluno passa por todas elas, realizando-as. Elas podem ou não ter interdependência.
No Livro Ensino Híbrido, é possível saber muito mais sobre estes modelos, dos novos papeis de professores, alunos e instituições.
E ai, já fez algo relacionado ao Ensino Híbrido na sua prática educacional?
Quais os maiores desafios que você vê para isso?
Participa com a gente nos comentários...






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