Eu sou uma das tais imigrantes digitais. Usei internet discada depois da meia noite, porque aí era um pulso telefônico só. Aquelas brincadeiras, de quando eu cheguei isso tudo era mato na Internet faz parte do que vivi.
Na faculdade, quis fazer uma disciplina de programação, era em Pascal. A maioria da turma, homens da área de exatas. Desisti, achei que não era talhada para isso. Sempre que precisava mexer no computador, buscava a ajuda de outra pessoa. Na maioria das vezes, eram homens. Sentia que tudo que tinha dentro do computador era muito sigiloso e difícil. Que por ser mais artística e criativa nunca conseguiria programar ou montar um computador.
Hoje trabalho com tecnologia e ensino de tecnologia para professores. Percebo que essas situações de gênero continuam acontecendo. Independente da idade das mulheres, é comum encontrar quem fale que tecnologia, programação, hardware não é para elas, que é complicado. Por isso que achei fantástico o Desafio Change the Game proposto pelo Google Play. É voltado só para mulheres, para estudantes de 15 a 21 anos, para a criação de jogos.
Vou divulgar nos 14 municípios da Área Metropolitana Sul de Curitiba a divulgação desse desafio, e também cursos sobre programação em blocos (Scratch). Se quisermos mudar esse cenário, trazendo e empoderando mais mulheres, temos que arregaçar as mangas. Isso começa já na adolescência. E você, conhecia o Desafio Change the Game?

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