Aos nove dias de 2020, sinto-me pronta para fazer uma retrospectiva do ano de 2019. Do ponto de vista profissional e educacional, foi um ano ótimo... De profunda aprendizagem. Transitei na gestão escolar, passei a ser coordenadora pedagógica responsável por mais 140 unidades escolares de 14 municípios da região metropolitana de Curitiba, e no segundo semestre, deixei essa função para assumir a formação de professores (que amo de todo coração!!). Não bastasse todo esse aprendizado, submeti a proposta/desafio (beeem desafiador mesmo) à seleção Google Innovator BRZ19. Para quem nunca ouviu falar, é uma certificação que o Google oferta a um seleto grupo de educadores, que precisam comprovar conhecimentos dos recursos educacionais digitais (do Google), ter uma presença digital consistente e apresentar um desafio que impacte a educação, que possibilite a transformar o mundo para melhor.
E fui selecionada... convém dizer que eu já tinha conhecimento da academia desde 2014, e pensei naquela época... não... sem chance de eu participar. Ai, meu colega Luiz Ricardo, que foi selecionado, contou da sua experiência, e me incentivou a participar da seleção de 2017. Inscrição submetida, mas não passei. Curti o luto e curti a felicidade de ver que minha amiga Thais Eastwood Vaine tinha sido selecionada. De 2017 até hoje, nossa parceira se estende para o Grupo de Educadores Google Curitiba, que em 2019 cresceu, tendo agora oito líderes!
Sobre a Academia Google dá uma postagem (ou mais) só sobre ela. Para começar, como contei antes, foi a realização de um sonho que me acompanha há anos. Foi mega importante para minha autoconsciência, imagem, autoestima e tudo mais. Foi a celebração minha e de mais 35 educadores inovadores do Brasil inteiro, que acreditam na transformação da educação e da sociedade.
Foram três dias de intenso trabalho, pois a ideia do desafio tinha que se transformar em um projeto de verdade, com métricas e um produto mínimo viável, público alvo bem definido, enfim, uma enfim, uma jornada de design thinking completíssima. Tive nesses dias a constante presença da coach Mariana Ochs, o olhar precioso e preciso, que me guiou nesses dias, me fez olhar de longe e de perto e reformular meu desafio, e sinto que ficou melhor (e muito mais desafiador) que antes. Aprendi sobre mim mesma, sobre os outros, sobre propósitos e sonhos.
Hoje penso que tenho um ano para entregar o que me propus. E precisarei da ajuda de muitos, na verdade de todos e todas que se sensibilizam com a educação, com nossa juventude e que sonham com uma sociedade e mundo melhor.
Pois bem, qual é meu desafio?
No ano de 2019 percebi por diversas fontes, que nossas crianças e jovens (e todas as outras faixas etárias também, em menor grau) estão dependentes das telas (celulares, computadores e televisão). É possível ter acesso a muito conhecimento por meio desses equipamentos, mas não é o que estamos observando nas escolas... a Internet é usada massivamente para diversão, entretenimento... o que todos nós fazemos, e gostamos. O problema reside na quantidade de tempo utilizada na frente das telas e no que deixamos de fazer... Nós adultos temos maturidade para dosar esse tempo e não deixar as atividades e tarefas do dia a dia sem atendimento. Entre as atividades, lista-se dar atenção aos filhos e a pessoa amada, o autocuidado, o tempo para reflexão...
Mas crianças e adolescentes (não são todos, claro) não tem essa maturidade. Usam as telas pelo conforto e prazer que elas dão, sem notar o tempo passar. Muitos encontram ali o que não tem fora das telas - amizade, contato humano, afeto, aceitação, autoestima, melhoria da autoimagem, etc... Então, se isolam, ficam mais e mais tempo no virtual sem trazer o que há de melhor para o mundo real. Alguns se dão conta da virtualidade versus presença no mundo físico e conseguem equilibrar... outros não. As redes sociais se transformam para alguns jovens em ambientes depressivos, pois comparam o que vem dos outros com sua realidade e se frustram. Muitos entram em depressão. Outros não limitam a própria exposição, o que pode trazer em muitos casos sérios problemas (agressões virtuais, assédio, entre outros mais graves e mencionados no código civil brasileiro).
Cheguei em dezembro na academia Google com esse desafio... e de lá saí com uma ideia/projeto. De ouvir os jovens, saber o que eles querem, desejam, necessitam e buscam na Internet e tentar trazer isso para o presencial. Em breve, o projeto terá cor, forma (nome já tem, provisoriamente). E virei compartilhar com o mundo aqui e em outros canais.
Hoje penso que tenho um ano para entregar o que me propus. E precisarei da ajuda de muitos, na verdade de todos e todas que se sensibilizam com a educação, com nossa juventude e que sonham com uma sociedade e mundo melhor.
Pois bem, qual é meu desafio?
No ano de 2019 percebi por diversas fontes, que nossas crianças e jovens (e todas as outras faixas etárias também, em menor grau) estão dependentes das telas (celulares, computadores e televisão). É possível ter acesso a muito conhecimento por meio desses equipamentos, mas não é o que estamos observando nas escolas... a Internet é usada massivamente para diversão, entretenimento... o que todos nós fazemos, e gostamos. O problema reside na quantidade de tempo utilizada na frente das telas e no que deixamos de fazer... Nós adultos temos maturidade para dosar esse tempo e não deixar as atividades e tarefas do dia a dia sem atendimento. Entre as atividades, lista-se dar atenção aos filhos e a pessoa amada, o autocuidado, o tempo para reflexão...
Mas crianças e adolescentes (não são todos, claro) não tem essa maturidade. Usam as telas pelo conforto e prazer que elas dão, sem notar o tempo passar. Muitos encontram ali o que não tem fora das telas - amizade, contato humano, afeto, aceitação, autoestima, melhoria da autoimagem, etc... Então, se isolam, ficam mais e mais tempo no virtual sem trazer o que há de melhor para o mundo real. Alguns se dão conta da virtualidade versus presença no mundo físico e conseguem equilibrar... outros não. As redes sociais se transformam para alguns jovens em ambientes depressivos, pois comparam o que vem dos outros com sua realidade e se frustram. Muitos entram em depressão. Outros não limitam a própria exposição, o que pode trazer em muitos casos sérios problemas (agressões virtuais, assédio, entre outros mais graves e mencionados no código civil brasileiro).
Cheguei em dezembro na academia Google com esse desafio... e de lá saí com uma ideia/projeto. De ouvir os jovens, saber o que eles querem, desejam, necessitam e buscam na Internet e tentar trazer isso para o presencial. Em breve, o projeto terá cor, forma (nome já tem, provisoriamente). E virei compartilhar com o mundo aqui e em outros canais.

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