Você sabia que dia 06 de setembro é o Dia Internacional de Ação pela Igualdade da Mulher?
Pois então... Nós mulheres conseguimos muitos direitos, mas ainda é necessário militar pela Igualdade de gênero em todo o planeta. Em alguns países, até a educação das meninas e mulheres está ameaçada. Aqui no Brasil, também precisamos ficar atentas e atentos. Ainda há diferenças na remuneração de homens e mulheres em cargos iguais, homens ganham mais. Na contratação ou promoção, ainda temos empresas que preferem homens porque eles não ficam grávidos e não precisam se ausentar para licença maternidade.
Os papeis que cada um dos gêneros exercem na parentalidade precisam ser revistos. O pensamento de que a criação dos filhos, o cuidado com o lar, as tarefas domésticas serem femininos e de cargo apenas das mulheres precisa mudar. Enquanto a gente ver as mulheres no mercado de trabalho e tendo que arcar com 100% da organização da casa, tarefas domésticas, criação dos filhos enquanto os homens não estão obrigados a nada disso, não teremos igualdade. E precisaremos continuar brigando por ela. É comum chamarmos as mulheres que exercem todos esses papeis de guerreiras e heroínas. Mas diferente dos quadrinhos, nós não temos superpoderes, ficamos doentes, estressadas, morrendo pouco a pouco.
Na literatura e cultura pop, nos quadrinhos, as figuras femininas estão ganhando espaço e protagonismo.
Esse ano estreou o filme Viúva Negra, que é uma heroína meio antiheroína (ela matou muita gente por encomenda, e não dá para ignorar, mas ela também está em busca de redenção quando se juntou aos Vingadores). O filme é sobre empoderamento feminino, mas traz muitas referências de história (EUA x União Soviética - guerra fria) e cultura. Na história, a heróina ex-Vingadora Natalia Romanov - a Viúva Negra, tem que lidar com questões familiares e do seu passado. É legal além da diversão, de um bom filme de ação, abordar e discutir o que faz de uma família ser uma família? Será que o que fazemos no passado pode ser esquecido e nunca virá nos assombrar? O filme discute também as relações de poder e como organizações se utilizam do poder contra o indivíduo. Assim, fazer parte de um grupo, implica em perder parte da sua liberdade?
Ah sim, vale lembrar que nessas relações de poder há muito do poder do patriarcado sobre as mulheres.
Conte aqui o que você achou do filme e como podemos equilibrar a balança em relação à Igualdade da Mulher.

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