Brasil, segundo semestre de 2021.
Com o avanço da vacinação contra COVID-19, as taxas de novos casos e internamentos caiu, e a vida foi retornando a patamares parecidos com o antes da pandemia. As escolas reabriram para o ensino presencial. Primeiro em rodízios, escalonamentos de alunos, e gradativamente a exceção se tornou o ensino remoto, ou online.
O retorno por aqui foi permeado de medo, será seguro? Será que não estaremos (professores, alunos, funcionários, famílias) em maior risco? Na nossa realidade, os casos aumentaram, mas não chegou a ser uma situação de suspensão de aulas novamente.
Em contrapartida, as crianças e adolescentes, ao terem contato (mesmo que parcial) com outros de suas idades, ficaram mais felizes, menos solitárias. Os laços de amizade se formaram ou fortaleceram.
Apresento o exemplo aqui em casa. Nossa filha única, desenvolveu amizades com os colegas durante as aulas online. Eles abriam reuniões no Google Meet sem os professores para conversarem, organizarem times para jogarem Roblox, Minecraft e outros... Mas, em dado momento desse ano ela já estava farta, ansiosa, impaciente. O retorno às aulas a deixou mais eufórica e ao mesmo tempo mais dócil do que quando confinada no online.
Ai pergunto... será que as tecnologias devem ser deixadas de lado e voltamos como era antes?
Trago novamente o exemplo de casa. Os trabalhos escolares que minha filha adora fazer (ela chegou a se oferecer para pesquisar e apresentar seminário em história), ela faz no Jamboard.
Será que devemos deixar de lado as funcionalidades e facilidades que as tecnologias digitais trazem? Esquecer a curva de aprendizagem que professores e professoras tiveram em 2020 e 2021, e retornar para o quadro de giz e voz?
Muitos podem falar que a infraestrutura das escolas (públicas e privadas) não dá o suporte necessário. Que o sucesso do ensino remoto emergencial se deu às custas do investimento particular dos professores. E é verdade!! Muitos investiram em câmeras, webcam, microfones, computadores melhores, internet de fibra entre tantas coisas mais... Cursos, horas em frente ao computador para acompanhar lives que ensinavam a usar as tecnologias.
E sim, as escolas não terão as mesmas condições. O que não quer dizer que a gente não deva reivindicar melhorias. Ao usar tecnologias digitais podemos ganhar tempo, organizar melhor as atividades e os tempos de estudos dos alunos, deixá-los em contato por um pouco mais de tempo com conteúdos, apresentados de forma diferente do que as só do livro em sala de aula.
Então, venho aqui chamar todos e todas a participar do movimento que a minha amiga e Google Innovator Roberta Aquino começou, com o não retroceder. Não deixar de usar o que aprendemos, das tecnologias que podem nos ajudar e ajudar os alunos, apenas porque retornamos ao presencial. O híbrido já existia antes da pandemia... as tecnologias também. Vamos fazer a curadoria do conhecimento também para elas e mantê-las como aliadas.
Motivos para ter as tecnologias digitais com a gente em 2022:
- Questionários e Avaliações com o Formulários Google - poupa árvores, facilita o trabalho de correção, dá feedback imediato aos alunos... só não dá pra garantir que não vai existir aquela espiadinha (mas isso também não dá pra garantir na sala de aula).
- Apresentações Google - Além de ser um espaço para exercitar nosso lado designer, ter as Apresentações organiza e facilita a vida do professor.
- Drive - Onde quer que a gente vá e que tenha internet, dá para a gente se logar e acessar tudo, que está lá. Acabou o caso de levar aquele chaveiro de pendrive ou carregar o HD externo para tudo quanto é lado (mas não aposente eles não...).
- Planilhas Google - Eu amo as planilhas Google. Tenho cardápio em planilha, orçamento doméstico, planejamento, controle de notas, controle de atividades, tudo... Acabou aquilo de ficar fazendo cálculo de média e contagem de falta na mão ou com calculadora. Deixa que o Planilhas faz.
- Google Classroom (é Sala de Aula, mas todo mundo ama chamar de Classroom) - Eita repositório lindo. Organiza avaliações, atividades, materiais de estudo. Não dá pra deixar ele para trás gente. Além disso, é um espaço sistematizado que cada professor pode estabelecer tanto para si, de organização, quanto para os alunos, para mantê-los mais tempo em contato com o conteúdo.

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